Inter-religiões




A relação entre o indivíduo e a Verdade fundamental do cosmos

Viver uma vida moral e libertar-se do ciclo de reencarnação são dois valores religiosos centrais dos hindus, disse Cybelle Shattuck, professora assistente de Religiões Orientais na Western Michigan University, na entrevista que segue, concedida, por e-mail, à IHU On-Line. Baseado em crenças individuais e particulares, mas regido por uma ética “quase que universal”, o hinduísmo consegue se manter na sociedade contemporânea e, na opinião da pesquisadora Cybelle Shattuck, tem potencial de crescimento por “ser uma religião compatível com a ciência moderna”. Ela explica: “As histórias da criação nas escrituras descrevem uma Energia potencial inicial que expande subitamente e coalesce em todas as formas existentes no universo. Isto é similar à física quântica”. Além do mais, garante, “a ideia de uma essência singular subjacente no universo que faz com que tudo que exista esteja inter-relacionado também reflete a física moderna. Portanto, o hinduísmo pode ganhar atenção como uma religião para os tempos modernos”.

Autora de O Hinduísmo, Cybelle diz ainda que a Índia está mudando rapidamente e, com isso, os ensinamentos religiosos são adaptados para um novo modelo de sociedade. “Os hindus da classe média urbana preferem pensar Deus como o Brahman impessoal e fazem menos rituais que os camponeses (...), tradições culturais como o dote, que já foi considerado parte da religião, foram afastadas por não se adequarem ao mundo moderno”. Cybelle Shattuck é autora de Hinduísmo (Lisboa: Edições 70, 2008).

Confira a entrevista.

IHU On-Line — Como a senhora descreve a história do hinduísmo, da sua origem no Vale do Indo até a forma como esta religião se mantém no mundo moderno, conservando suas tradições?

Cybelle Shattuck — O hinduísmo moderno é um acúmulo de crenças e práticas desenvolvidas por milhares de anos. Algumas das práticas, como o sacrifício de fogo e a cremação dos mortos, podem ser encontradas desde a Era Védica  a mais de 3000 anos. Do Período Hindu, quando civilizações sofisticadas se desenvolveram no sul da Ásia, existem evidências de rituais que conectam os seres humanos às divindades associadas ao mundo natural.

No século VI, escrituras chamadas Upanixades tornaram-se dominantes e mudaram a cosmovisão religiosa. Os Upanixades descrevem o universo como uma manifestação de um âmago unificado, sendo o objetivo da vida humana tornar-se consciente deste âmago fundamental. As tradições mais antigas foram reinterpretadas para se adaptarem a esta visão — todas as atitudes rituais poderiam ajudar a orientar as pessoas em direção a uma vida harmoniosa com a ordem cósmica. E as divindades antigas poderiam ser interpretadas como expressões desta ordem divina cósmica.
Desde então, várias seitas desenvolveram diferentes formas para descrever a relação entre um indivíduo e a Verdade fundamental do cosmos. Algumas descreveram a Verdade em termos impessoais como um Poder Absoluto, enquanto que outras a enfatizaram como uma divindade pessoal com quem as pessoas possam se relacionar. Apesar destas diferentes crenças, os padrões básicos da prática hindu permanecem inalterados. As pessoas deveriam ter uma vida moral e realizar rituais que as recordem da presença da divindade tanto no mundo quanto no ego/espírito humano (chamado de Atman).

IHU On-Line — Que aspectos históricos e culturais específicos a senhora percebe para a construção dos valores centrais do hinduísmo ao longo dos anos?

Cybelle Shattuck — Os valores centrais são baseados em dois objetivos religiosos: o primeiro é viver uma vida moral e o segundo é a libertação do ciclo de reencarnação. A definição da vida moral baseia-se na ideia de que o universo possui certa ordem, e o nosso mundo e a sociedade humana também possuem uma ordem determinada. No hinduísmo clássico, esta ordem é chamada de Dharma. O Dharma do indivíduo (dever dentro da ordem universal) é determinado pela classe social em que nasce e pelo estágio da vida. Esta visão do Dharma é idealizada e, provavelmente, nunca refletiu a realidade da vida na Índia, mas configura um modelo teórico para a determinação do Dharma que cada pessoa deve ter. Desta forma, uma pessoa nascida em uma família de sacerdotes que dirige determinado templo tem o dever de aprender os rituais daquele templo. Uma pessoa nascida na aristocracia tem o dever de aprender as artes de governar, inclusive o conhecimento militar para proteger a sociedade. Uma pessoa nascida na classe camponesa trabalha no campo e cria animais. Basicamente, este é o mesmo sistema da Europa medieval.

O sistema sempre foi mais flexível do que a concepção sugere — houve reis da classe camponesa e guerreiros da classe sacerdotal. Mas isso estabelece uma ordem imaginária que se estende do universo à pessoa individual. Isto significa que um cerne de valores do hinduísmo é fazer a coisa certa.

Uma vez que todos os seres são interdependentes e possuem uma função a cumprir para o benefício do sistema inteiro, todos têm um dever e serão julgados conforme suas ações. A palavra para “ação” é Karma.

Libertação do ciclo de reencarnação

Outro tema central do hinduísmo é a ideia de Moksha “libertação do ciclo de reencarnação”. Os hindus acreditam que os espíritos ou egos (Atmans) dentro de cada ser vivente são imortais, então, quando o corpo morre, são renascidos em novos corpos. Isto continua enquanto o Atman concentra-se na experiência do mundo físico. Em outras palavras, enquanto a atenção de alguém estiver centrada na busca por prazeres e em evitar a dor, continua nascendo onde é possível experimentar prazer e dor. Mas, há uma alternativa para a reencarnação chamada Moksha. Uma pessoa sem interesse no mundo físico pode alcançar este estado de Libertação. Aqueles que assim o fazem são considerados santos por estarem livres de todos os desejos pessoais e, portanto, não agem de forma egoísta ou negativa em relação aos outros seres. Isso significa que os hindus valorizam atitudes que não são interesseiras, realizadas para o benefício de outros e não para o bem próprio.

IHU On-Line — A senhora desenvolveu uma pesquisa em aproximadamente 40 casas hindus. Por que a família hindu é tida como um mecanismo que faz dos indianos endogâmicos?

Cybelle Shattuck — Pesquisas mostram que os que migram para outros países mantêm suas religiões a fim de preservar seu senso de identidade — especialmente quando são uma pequena minoria. O hinduísmo possui fortes tradições de endogamia devido ao seu sistema de castas — somente as pessoas da mesma casta deveriam casar entre si. Isso também afeta a interação alimentar. Pessoas de uma casta não podem comer com pessoas de outras castas. Este mesmo conceito aparece no judaísmo (regras kosher) e até mesmo alguns cristãos permitem apenas membros da comunidade fazer parte da comunhão (eucaristia). Normas alimentares são normas identitárias — elas definem quem pertence a qual grupo. Na Índia, normas alimentares tornaram-se muito importantes como formas de demarcação do limite das castas.

Atualmente, esta separação pelo casamento e pela comida é vista negativamente porque não combina com democracia. Mas, no passado, permitia com que muitos grupos diferentes vivessem em harmonia no mesmo lugar. Judeus na Índia não eram perseguidos quando se negavam a comer com não-judeus, pelo fato de isto ser um comportamento comum entre os grupos religiosos indianos. Hindus não comem carne, mas os muçulmanos sim. Muçulmanos não comem porco, mas alguns hindus sim. Pelo estabelecimento de limites relacionados à alimentação no sistema de castas, hindus e muçulmanos podiam manter tradições alimentares separadas e não ter um conflito social (pelo menos no que se refere à alimentação — houve outros problemas de tempos em tempos).

Às vezes, comunidades imigrantes mantêm suas tradições com mais veemência do que as pessoas em seu país de origem. Padrões de alimentação e endogamia estão mudando na Índia na medida em que o país fica mais urbano e democrático. Mas, para os hindus fora da Índia, que vivem em países onde são pequena minoria, manter-se nas formas antigas vem a ser muito importante. Ocasionalmente, os imigrantes tornam-se mais religiosos do que quando estavam na Índia, por necessitarem do senso de identidade.

IHU On-Line — Que concepção de Deus é manifestada no hinduísmo? Neste sentido, qual é o papel dos devas para o hindu?

Cybelle Shattuck — Os hindus têm varias concepções de Deus e tendem a mudar de uma para a outra. A maioria dos hindus possui uma “divindade escolhida”, um deva  particular com quem eles sentem uma conexão especial. Pode ser Vishnu, Krishna, Ganesha, Shiva, Murugan, Deusa Lakshmi, ou qualquer outro de um vasto panteão. Cada uma destas divindades possui mitos descrevendo seus aspectos. A maioria das pessoas está familiarizada com a arte indiana e as imagens das divindades com múltiplos braços. Estas imagens não devem ser interpretadas literalmente. Não é que um Deus tenha quatro braços exatamente, mas, ao invés disso, cada braço segura um objeto que simboliza uma qualidade da divindade. Assim, por exemplo, Vishnu segura um cetro para simbolizar seu papel de rei que cuida do seu cosmos e mantém ordem dentro dele.
Porém, juntamente com a miríade de devas, os hindus possuem a concepção de que realmente exista apenas um Poder divino chamado Brahman. Os devas são simplesmente manifestações de vários aspectos do Brahman. Os devas são úteis para a religião do dia-a-dia, quando as pessoas querem rezar por boa sorte ou saúde, mas isso é religião para quem se encontra dentro do ciclo de reencarnação. A verdade absoluta é saber que todos os devas são realmente apenas Brahman. Esta perspectiva está associada à Moksha.

Os hindus, dependendo do contexto, utilizam ambas as formas para descrever Deus. Dentro de uma discussão filosófica, Deus é Brahman. Mas quando um membro da família estiver doente, ou um estudante está se preparando para uma prova, então é importante poder rezar para uma divindade como Dhanvantari (por saúde) ou Sarasvati (por conhecimento).

IHU On-Line — O que o desenvolvimento do simbolismo e da iconografia representa para a espiritualidade hindu?

Cybelle Shattuck — O hinduísmo faz uso da iconografia como um tipo de “teologia visual”. As imagens transmitem ideias sobre Deus e a estrutura do universo. São lembretes do conhecimento que os hindus adquirem ao ouvir os sábios interpretar as escrituras e as histórias dos deuses. No passado, poucas pessoas sabiam ler, e cópias das escrituras eram raras, por isso, tradições orais e as obras artísticas eram as mídias usadas para ter conhecimento religioso.

As imagens interpretam as características do Divino para aqueles que sabem como lê-las. A imagem de Shiva como Senhor da Dança é bem conhecida. Nesta imagem, o deus dançante possui um tambor na sua mão direita e uma chama na sua mão esquerda. O tambor representa o som de Om, a essência fundamental do universo, que é o poder da criação. A chama simboliza destruição de quando o universo chega a seu fim, mas também representa purificação, a eliminação do karma através do fogo, consequentemente levando a um novo começo. Uma terceira mão aponta para o pé de Shiva lembrando que Deus pode salvar seus devotos do ciclo de reencarnação, eliminando a ignorância. Portanto, simboliza a graça.

A utilização de imagens também está relacionada à ideia de Darshan, “visão”. Uma forma de interação entre um devoto hindu e Deus é através da visão.

As pessoas vão ao templo de Darshan para ver Deus e serem vistas por Deus. A maioria dos ídolos hindus possui olhos grandes, e o ritual de pedir à divindade para se tornar presente através de uma imagem não é completo até que os olhos sejam “abertos”.

Alguns hindus rejeitam a utilização de ídolos porque acham que as imagens induzem as pessoas a pensarem que Deus possui forma e pode ser limitado. Insistem que Deus não possui forma, é eterno e infinito. Preferem pensar em Deus como o Brahman não-personificado. Mas aqueles que adoram as imagens dizem que Deus é infinito e ilimitado, por isso, Deus pode estar em qualquer lugar do universo, até mesmo no ídolo. Eles enfatizam o conteúdo emocional da religião e dizem que o ídolo é uma forma de lembrar às pessoas de que Deus ama o mundo e está presente nele.

IHU On-Line — O hinduísmo é conhecido como uma das tradições religiosas mais antigas do nosso planeta. Qual a razão para tal permanência no mundo contemporâneo, considerando que o hinduísmo é a terceira maior religião do mundo?

Cybelle Shattuck — O hinduísmo é uma religião flexível. Possui numerosas escrituras e escolas filosóficas, muitas formas de descrever Deus e muitos gurus que adaptam os ensinamentos para atender às necessidades de cada época. Mas, juntamente com essa diversidade de crenças, há um conjunto central de valores morais, tais como não prejudicar os outros. Isso torna possível que pessoas de diferentes seitas convivam no mesmo lugar. Talvez uma forma de pensar isso seja de que as crenças hindus sejam particulares e individuais, mas a ética seja quase que universal. Isto permite haver diversidade e, ainda assim, manter uma sociedade harmoniosa.

Então, essa diversidade permite atualizar as tradições quando os tempos mudam. Pelo fato de haver várias histórias da criação diferentes, os temas gerais do processo da criação importam mais do que os detalhes exatos de cada texto antigo. Isto significa que as escrituras não estão em disparidade com a ciência moderna. Igualmente, são tantas as escrituras que é possível selecionar ideias que se enquadram no mundo moderno e deixar de lado a parte que não parece mais ser útil. A tradição dos gurus é muito importante. Os gurus são autoridades que ajudam os outros a interpretar as ideias antigas de forma a torná-las apropriadas para os novos tempos.

IHU On-Line — Como a religião hindu se adaptou aos desafios do mundo moderno? Que aspectos demonstram essa “mudança”?

Cybelle Shattuck — Há muitas mudanças. A tecnologia permitiu que os hindus viajassem em peregrinação aos templos principais, lessem as escrituras pessoalmente, aprendessem os mitos através de filmes ao invés de aldeões contadores de histórias.

Ao mesmo tempo, o mundo moderno criou novos desafios visto que muitos hindus agora vivem fora da Índia, e a Índia em si está mudando rapidamente. A urbanização e o crescimento da classe média moderna demonstram que os gurus estão adaptando os ensinamentos para um novo tipo de sociedade. Os hindus da classe média urbana preferem pensar Deus como o Brahman impessoal e fazem menos rituais que os camponeses. Isso também é verdade em relação aos hindus que vivem na Europa e nos Estados Unidos. O velho sistema de castas está sendo substituído por uma sociedade democrática, e, em alguns lugares, as mulheres estão se tornando sacerdotisas. Tradições culturais como o dote, que já foi considerado parte da religião, foram afastadas por não se adequarem ao mundo moderno.

IHU On-Line — Quais são os impactos do hinduísmo na sociedade contemporânea ocidental? Quais as preocupações da religião hindu diante do indivíduo moderno?

Cybelle Shattuck — O hinduísmo ainda não teve grande impacto na sociedade ocidental. Contribuiu com as práticas do Ioga, no interesse pela medicina ayurveda  e meditação.
Mas a quantidade de ocidentais que visitam templos ou ashrams hindus é muito pequena. Isso pode mudar progressivamente. A quantidade de indianos vivendo no ocidente aumentou, por isso, a tradição é mais visível. Mas pode ser possível que o interesse pelo hinduísmo cresça pelo fato de ser uma religião compatível com a ciência moderna. As histórias da criação nas escrituras descrevem uma Energia potencial inicial que expande subitamente e coalesce em todas as formas existentes no universo. Isto é similar à física quântica.

Ademais, a ideia de uma essência singular subjacente no universo que faz com que tudo que exista esteja inter-relacionado também reflete a física moderna. Portanto, o hinduísmo pode ganhar atenção como uma religião para os tempos modernos.

IHU On-Line — As realidades do sofrimento, injustiça e situações de vulnerabilidade humana sempre foram questões importantes encaradas pelas religiões. Em que lugar encontra-se esta problemática na religião hindu?

Cybelle Shattuck — O hinduísmo trata o sofrimento de duas maneiras: uma filosófica e outra moral. Na filosofia hindu, sofrimento é causado por ignorância e karma.

Pelo fato das pessoas não terem consciência de que são realmente uma alma divina, buscam prazer e vivem de forma egoísta. Isso pode levá-las a prejudicar uns aos outros. Mas, a teoria do karma (ação) diz que todo mal que se faz ao outro também afetará ao que o fez. Desta forma, se alguém está sofrendo, pode ser pelo fato deste ter feito coisas ruins em uma vida passada. Então, o sofrimento tem um benefício porque o que sofre está se livrando do karma ruim. É como fazer a restituição por um crime.

A resposta moral para o sofrimento tem duas partes. Primeiro, para evitar o sofrimento, as pessoas deveriam viver moralmente para que não venham a ter karma ruim e sofrer no futuro. Segundo, e mais importante, ajudar aos que sofrem é uma oportunidade de ganhar um bom karma que se torna um benefício no presente e nas vidas futuras.

IHU On-Line — Considerando o pluralismo religioso, cultural e de valores em ação no contexto histórico atual, como o hinduísmo pode colaborar para uma boa relação social humana?

Cybelle Shattuck — Os hindus têm sido relutantes em compartilhar sua tradição com os estrangeiros. Uma razão para isto é que muitos hindus não têm certeza de como explicar suas crenças e práticas. Não é necessário muito esforço para ser criado na Índia como hindu — é a tradição majoritária e permeia o país inteiro. Os dias santos são feriados. Portanto, ser hindu na Índia é ter uma identidade passiva.

Quando os hindus se mudam para outros países, se veem como minoria em um lugar onde alguma outra religião é a norma cultural. Logo, torna-se necessário praticar o hinduísmo ativamente. Mas, por não haver instrução consciente da religião enquanto na Índia, não fica fácil saber como definir a religião. Não há apenas uma escritura, um mestre, um momento da história que possa ser usado para explicar o que é o hinduísmo.

Para complicar ainda mais, os hindus na Índia estão atualmente discutindo sobre como definir sua tradição. Portanto, existem verdadeiros desafios para os hindus que desejam fazer parte deste diálogo. Todavia, no passado, um código de ética comum tem sido a propriedade coletiva que permite as diversas seitas hindus conviverem. Isso seria um bom tópico para o hinduísmo colaborar para que outras religiões construam suas relações sociais.

Os valores centrais da moralidade hindu são compatíveis com outras religiões. E, explicando alguns dos valores mais incomuns, como o vegetarianismo, seria uma boa maneira dos hindus considerarem o que talvez tenham de contribuição para com a sociedade em geral, da qual fazem parte. O ideal do vegetarianismo é baseado na crença de que quando os humanos dizem que não devem fazer mal aos outros, serve tanto para animais quanto seres humanos, pois, os animais também são manifestações de Brahman e possuem Atmans. Este é um valor que pode produzir respeito dos não-hindus que possuam práticas semelhantes por outras razões. Além disso, a antiga ideia hindu sobre julgar as pessoas pelos seus atos morais ao invés da sua crença poderia ser um aspecto útil para a diversidade social.


Fonte: UNISINOS
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